Hora do Lazer

Acabe com stress e mau humor. Piadas, brincadeiras, vídeos, animações, charges, charadas, etc. tudo para melhorar o seu dia. Sua noite também.


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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Curso rápido de análise sintática


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Filho da puta é adjunto adnominal (ou paronomástico), se for "conheci um juiz filho da puta".

Se for "o juiz é um filho da puta", daí é predicativo.

Agora, se for "esse filho da puta é um juiz", daí é sujeito.

Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do juiz e diz:

"Agora nega a liminar, filho da puta!" - daí é vocativo.

Finalmente, se for: "O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, aquele filho da puta, desviou o dinheiro da obra pública tal" - daí é aposto.
.
Que língua, rica a nossa, não ?

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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Maravilhas da língua portuguesa


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Só a língua portuguesa permite esrever assim...Um texto inteiramente verossímil e escrito somente com palavras começando com a letra P.

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor Português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar Panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar
promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para
pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão
para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profunda privação passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém,
pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo...

- Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

- Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.

Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai.
Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:

- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou
perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitistes, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão. Perfeito: Pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaus, piabas, piaparas, pirarucus.

Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena
parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.

Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles,
pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando... Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto: Pararei!·

E ainda há quem se ache o máximo quando consegue dizer: "O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma."!!!

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

John McCain e Barack Obama no barbeiro (em português e inglês)


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Em português:

De algum jeito, John McCain e Barack Obama foram parar na mesma barbearia.

Lá sentados, com um barbeiro atendendo a cada candidato, não se falou palavra. Os barbeiros temiam iniciar qualquer conversa pois poderia descambar para discussão política.

Terminaram a barba de seus clientes mais ou mesmo ao mesmo tempo. O barbeiro que tinha McCain em sua cadeira estendeu o braço para pegar a loção pós-barba, no que foi interrompido rapidamente por seu cliente:

- Não obrigado, minha esposa Cindy vai sentir o cheiro e pensar que eu estava num prostíbulo - disse McCain.

O segundo barbeiro virou-se para Obama:

- E o senhor? - indagou.

E Obama respondeu:

- Vá em frente, minha esposa Michelle não sabe como é o cheiro dentro de um prostíbulo.



Agora o original em inglês com os personagens invertidos:

John McCain and Barack Obama somehow ended up at the same barbershop.

As they sat there, each being worked on by a different barber, not a word was spoken. The barbers were even afraid to start a conversation, for fear it would turn to politics.

As the barbers finished their shaves, the one who had Obama in his chair reached for the aftershave. Obama was quick to stop him saying,

‘No thanks, my wife Michelle will smell that and think I’ve been with a Hooker’.

The second barber turned to McCain and said, ‘How about you?’

McCain replied,

‘Go ahead, my wife doesn’t know what a Hooker smells like.’

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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Redação de Português


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Redação Redação atribuída a uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.

Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.

Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.

Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.

Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Português de Portugal


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O português de Portugal não é muito diferente do utilizado no Brasil quando utilizado de forma correta, sem gírias e regionalismos. Entretanto, da mesma maneira que diferentes regiões do Brasil utilizam palavras diferentes para designar as mesmas coisas, em Portugal, algumas gírias lá utilizadas ficam engraçadas para nós. Veja abaixo uma pequena lista:

Obs: à esquerda a palavra no Brasil e à direita a mesma coisa em Portugal.

Camisinha - Durex, Camisa de Venus/Preservativo
Durex - Fita-cola
Bicha - Fila
Fila - Bicha
Cafezinho - Bica
Homossexual - Paneleiro
Sapatão - Fufa
Pão francês - Cacete
Grupo de crianças - Putalhada, Canalhada
Cego - Invisual
Chiclete - Pastilha elástica
Injeção - Pica
Embebedar-se - Enfrascar-se, Pegar uma Buba/Encher os cornos
Impostos - Propinas
Mulherengo - Marialva
Tesão - Ponta
Alô? - Está lá?
Peruca - Capachinho
Adolescente - Puto
Calcinha - Cueca
Ficar menstruada - Estar com histórias, Ficar de Chico/Benfica "Joga em casa"
Absorvente feminino - Penso higiênico
Dentista - Estomatologista (pra que complicar tanto?)
Professor particular - Explicador
Comissária de bordo - Hospedeira
Gari - Almeida
Salva-vidas de praia - Banheiros
Sanitário - Casa-de-banho, Salva-vidas
Mulherengo - Marialva
Bacalhau cru e desfiado - Punheta
pregador de roupa - mola
varal - estendal
Bunda - Cú
Cú - Olho do cú
Medo - Borrabotas
brincos - penduricalhos
camisa - camisola
camarões - minhocas rosas
companheiro - caraminhola
namorado - enroscado
meias - tripas de pé
monitor de computador - ecrã
mouse - rato
arquivos - ficheiros

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domingo, 6 de julho de 2008

Gorila com depressão


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Um dia, no jardim zoológico, observaram que a gorila andava triste pelos cantos e não queria mais se alimentar. Estava ficando fraca, doente.
Aí, chamaram um veterinário.

O problema dela é depressão, disse o Dr.

- Ela precisa ter relações sexuais.
- Mas Dr, nós não temos um gorila macho, e trazer um de outro zoológico para cá, na situação em que estamos é praticamente impossível!

Nisso, um funcionário que acompanhava a conversa falou:
- Eu acho que tenho a solução! Tenho um vizinho português, muito peludo. Quem sabe nós convencemos ele a transar com a gorila....

E assim, entraram em contato com o gajo.

Este, de início, recusou:

- De jeito nenhum, o pá! Isso é pecado! A Maria me abandona se souber...
- Mas, Seu Manoel... é por R$500,00...
-Vou pensaire....

Dois dias depois o português foi ao zoológico:

- Está baim. Eu concordo, mas com três condições: a primeira é que não pode haveire beijo.
- Sem dúvida, a gorila não beija, pode ficar sossegado.
- A segunda é que não pode haveire foto! se a Maria descobre....
- Tudo bem! Sem fotos! E qual a terceira ?
- Os R$500,00!
- O que é que tem?
- Eu posso pagar em duas vezes ?

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Caubói Português


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Um português, vestido como um autêntico caubói, entra num bar e pede uma bebida.
Ao seu lado está uma moça que olha para ele admirada e pergunta:
- Você é um caubói de verdade?

O português responde:
- Bem, passei minha vida toda criando gado, domando cavalos, consertando cercas...

Acho que eu sou mesmo um caubói!
Em seguida, ele pergunta o que ela é.
- Eu nunca estive numa fazenda, portanto não sou um caubói. - responde a moça sorrindo. Ela continua:
- Na realidade, sou lésbica. Passo o dia inteiro pensando em mulheres.

Assim que acordo, penso em mulher. Quando eu como, tomo banho, assisto televisão...
Qualquer coisa que eu faça me faz pensar em mulher. Pouco tempo depois, ela vai embora.

Passado mais um tempo, um casal entra no bar e senta ao lado do caubói.
A moça olha para ele e pergunta:
- Você é um caubói de verdade?
- Olha moça, eu sempre pensei que fosse - responde o português
- mas acabo de descobrir que sou lésbica!

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